quinta-feira, 9 de agosto de 2012

My body, my home.

Mantenho a mobília, troco a fachada, se nada couber reorganizo.
De meu pouco há, só o chão de madeira rangente, o alicerce. Sou a jardineira, a empregada, arrumadeira, a cozinheira da vida, sem a receita, em banho-maria a procura do ponto.
Sou a proprietária, não moro aqui, eu sou o cão a porta.

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